dimanche 24 septembre 2017

Eu

Estou a ser actriz da minha própria vida. E onde está o meu Eu ?

vendredi 1 septembre 2017

Planeta...

Melanismo industrial. Os animais começam a escurecer as suas cores naturais por causa da poluição. Um fenómeno alarmante. A humanidade atingiu o limite dos recursos disponíveis. O  planeta está a tornar-se num autêntico inferno de negrume... O sentimento de impotência desola-me.

jeudi 24 août 2017

No connect...

Quase duas semanas sem telemóvel... E sobrevivi... E foi muito bom desconectar-me desta necessidade de ser contactada e de conectar. Penso que deverei fazer mais vezes!

jeudi 27 juillet 2017

Os amigos...

E quando revemos aqueles amigos do coraçao de longa data, e falámos de tudo o que se passou entre o lapso de tempo em que nao nos vimos, dos amores e desamores, da saúde e da doença, das alegrias e tristezas, do trabalho, dos novos hobbies, dos valores que partilhámos, dos velhos tempos, e rimo-nos das peripécias da vida, e depois vem a hora da despedida, e um vazio fica, mas a sensaçao de um preenchimento emocional vem, e agradecemos ao acaso e/ou ao universo de termos pessoas assim no nosso caminho e em que poderemos contar, mesmo se as vemos todos os 6 meses, porque o que nos uniu, permanece, lá bem consolidado.

jeudi 20 juillet 2017

Está tudo bem?

Longo seria o comentário que poderia fazer a esta frase tao recorrente, e muitas vezes sem valor emocional, mas vou-me limitar a questionar o porquê de a utilisarmos, se nem sequer olhamos para a pessoa a quem perguntamos com olhos de ver e nem lhe damos tempo de responder "está tudo bem... Mas... Está tudo mal...".
O egoísmo humano mata-me.

mardi 4 juillet 2017

Hoje...

Hoje, uma doente agarrou-me as mãos enquanto estava sentada no seu cadeirão. Olhou-me profundamente nos olhos e disse-me:

- Se hoje eu falecer, quero que saiba que foi um prazer tê-la conhecido e agradeço-lhe tudo o que fez por mim, assim como toda a sua equipa. Vocês são pessoas maravilhosas. Obrigado, obrigado, obrigado.

Durante uns segundos fiquei tão emcionada que não soube o que responder. Enchi o meu coração de amor e respondi-lhe:

- Sei que não falecerá esta noite, mas tenho a dizer-lhe que foi um prazer ter cuidado de si todo este tempo, e que nunca a esqucerei. Estará para sempre no meu coração.


Hoje, assim como todos os dias, agradeço por me ter tornado enfermeira, e sobretudo, acompanhar os meus queridos idosos no fim das suas vidas. É um privilégio que nem toda a gente compreende e vivenciará. Mas eu, ainda tanto terei a aprender com eles, e isso, é um verdadeiro sentido para esta vida tão longa, mas ao mesmo tempo, tão rápida.